|
Em equipamentos em que o fluido sujo passa no interior dos tubos, como caldeiras aquatubulares condensadores de gás de refrigeração, etc, pode-se fazer uma limpeza mecânica por vareteamento, por exemplo, a qual facilita a limpeza química, porém em equipamentos onde o fluido incrustante passa por fora dos tubos, como caldeiras fumotubulares compactas, ou vasos de expansão de sistemas de refrigeração, a limpeza mecânica torna-se extremamente difícil. Como já foi enfatizado reiteradas vezes, os processos de incrustativos das paredes dos tubos de trocadores de calor e caldeiras diminuem consideravelmente o aproveitamento térmico do equipamento e, no caso de caldeiras, submeter o metal a um superaquecimento provocando deformações plásticas, abaulamentos e até ruptura de tubos. O tratamento da água do equipamento, mesmo sendo adequado, muitas vezes não impede que ocorra uma certa quantidade de depósitos nas superfícies de troca térmica. Estes depósitos acarretam uma série de inconvenientes, já citados anteriormente,que comprovam a necessidade de uma limpeza química para a remoção dos mesmos. Nos EUA e Europa a consciência dessa necessidade é tão evidente que é comum a programação de lavagens ácidas em caldeiras a cada três ou cinco anos de operação e às vezes em prazos até mais curtos. O boletim do Instituto Brasileiro de Petróleo recomenda que se faça limpeza química ácida em caldeiras a cada doze meses, entretanto sabe-se que na prática, uma caldeira que possua um bom programa de tratamento interno, não necessitará de lavagens químicas com uma regularidade tão constante. Lavagens químicas em sistema de refrigeração são comuns em prazos mais elásticos, entretanto dependendo do processo a que estão servindo,, essas lavagens podem ser menos espaçadas. Em sistemas de ar condicionado central são comuns lavagens a condensadores e vasos de expansão a cada quatro anos e torres de resfriamento anualmente. As torres de resfriamento normalmente são lavadas para retirada de pó abatido pelas gotas de água descendente durante o ano de operação. A Lavagem de uma torre de resfriamento não é propriamente uma limpeza química, uma vez que é procedida de maneira simples por operadores munidos de lava-jato e com detergente comum. Quando da lavagem de uma torre de resfriamento, é sacado o recheio, ou favos, e lavados com atenção, de forma que se remova limo e outras sujidades comuns a esse componente.
Equipamentos que chegam a uma obra ou planta para serem montados, normalmente aguardam "no tempo" até que tenham o seu destino final. Por isso, fábricas de montagem mecânica, usualmente preparam as superfícies que possam ficar expostas à intempérie com a aplicação de filmes plásticos colados, camadas de óleo ou graxa e outro protetivos. Dessa forma, antes de partir com um equipamento de utilidades novo, deve-se acondicionar e preparar a sua parte água. Tanto caldeiras quanto condensadores, fan-coils, vasos de expansão, etc., devem sofrer uma preparação especial antes que inicie sua operação, isto se faz necessário não só para a remoção de óleos, graxas, colas, mas sim também para remover poeira, barro, resíduos de solda, limalhas de ferro, produtos de corrosão como hematita, por exemplo e outros depósitos soltos preparando-o para receber um tratamento químico adequado. A remoção de óleos, graxas e sujidades em geral deve ser efetuada antes da lavagem ácida, utilizando um detergente alcalino à quente (70 a 90°C) com duração de 6 a 8 horas recirculando a solução. Após esse ciclo alcalino, se realiza remoção de oxidações provocadas pelo intemperismo, observando-se os critérios e as técnicas colocados na seção 3.6.4.2.2. Remoção de óxidos de ferro. |